3 de outubro de 2016

A falta de cautela no olhar...


Não sou obrigada a ser diferente do que eu sou e me contrariar por mero capricho dos outros. Não sou obrigada a aceitar as mazelas dos outros e sorrir como se eu estivesse errada. Não estou errada por ser como sou. Por muito tempo carreguei a culpa de ser eu me achando inadequada. Hoje me aceito e confesso que isso me liberta. Atitudes dos outros justificam as minhas atitudes. A questão é que quando você erra (ou acham que você deva ser ou fazer algo que elas querem) todo mundo cai em cima imediatamente. Do nada mudam o comportamento, e colocam-nos no banco dos réus. Ninguém enfatiza os nossos acertos, as nossas lutas, a forma forte que conduzimos a vida, e sequer valoriza o nosso melhor sem ser com palavras (pra mim atitudes valem muito mais, ou que pelo menos conduzam com o que dizem).
Sempre fui a primeira em tudo: Em responder e-mails, em pedir desculpas estando errada ou sendo eu a que deveria ser procurada para tais desculpas, em dar o primeiro passo. Quando não mais fiz virei a vilã.
As pessoas só sabem apontar os defeitos alheios e vão de um extremo ao outro: Ou só olham o próprio umbigo ou olham demais o dos outros. E acredite: Há pessoas que possuem o dom extraordinário de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. E é por isso que nunca tem tempo para nada. Não tem tempo para amar. Para o olhar cuidadoso do que o seu próximo necessita. De enxergar a dificuldade, a lágrima escondida. De pedir perdão mesmo que tenha sido ele o machucado. 


(Adriana Silva)


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