8 de fevereiro de 2015

Simplificando...



Quando é que a inteligência serviu para tornar feliz alguém? (...) 
Só se pode ser feliz simplificando, simplificando sempre, arrancando, diminuindo, esmagando, reduzindo; e a inteligência cria em volta de nós um mar imenso de ondas, de espumas, de destroços, no meio do qual somos depois o náufrago que se revolta, que se debate em vão, que não quer desaparecer sem estreitar de encontro ao peito qualquer coisa que anda longe: raio de sol em reflexo de estrelas. 
E todos os astros moram lá no alto.

Florbela Espanca

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