16 de maio de 2012

Como nascem os nossos sentimentos


Estive eu fazendo uma análise porque sentimos determinadas coisas. A verdade é que não temos um padrão estabelecido de controle total de como iremos nos sentir, nos portar, tudo metodicamente pensado. O que acontece é que podemos adotar uma filosofia de vida, mas prever nossas reações é algo baseado em coisas que fizemos e deram certo, ou na observação do próximo e seu comportamento.  Muitas vezes, nos tornamos apáticos, e até antissociais, e isso não quer dizer que somos pessoas falsas. O que acontece é que muitos de nós nos deixamos influenciar por uma primeira informação do outro em um primeiro olhar. E em outras há uma captação de energia, onde a nossa ação é provocada pela ação do outro, o que resulta em uma reação.

Talvez porque nós sempre estamos demasiamente olhando para o nosso jeito de ser, fazer achando que o nosso jeito é correto, que os outros estão errados, por isso tal julgamento em relação às pessoas. Muitos de nós também captamos com muita sensibilidade essa energia das outras pessoas, na qual denominamos de sexto sentido aguçado ou feeling. Não adianta ignorar esses dons, apenas temos que de uma forma harmônica conviver com as pessoas. Muitas vezes essa aptidão para o sentir o que o outro passa por conflitos, onde a pessoa julga-se errada. E outra atrapalha muito. Talvez quando nós passamos daquela fase de ingenuidade o feeling fica mais aguçado. Porque em minha opinião, o que faz cegar o nosso sexto sentido é a inocência em enxergar tudo belo, perfeito e melhor do que se é.

Quando a nossa maturidade e compreensão do porque de muitas coisas acontecem aquele véu cai de nossos olhos, por isso fica difícil não se frustrar com as pessoas. No fundo, sempre se espera que as pessoas façam o seja de alguma forma, e há quem não ligue para isso. Só estou exemplificando o modo de sentir de uma forma geral. Porque sempre há um julgamento das pessoas umas com as outras, mas nunca uma análise do porque será que fez isso, ou é assim. O ser e estar são uma responsabilidade individual e deve ser algo que satisfaça essa pessoa. Quando possuímos essas habilidades precisamos tomar cuidado pra não julgar as pessoas.

Mas é muito ruim você olhar uma pessoa e naquela primeira impressão, ou em várias situações, mesmo sem ela dizer nada essas impressões não mudarem.  E entrando no assunto inocência, é ela que nos engana muitas vezes. Por isso se explica que em algumas vezes achávamos tudo de bom nas pessoas e quebramos a cara. Nossa parte “boba” prevalece. E em raríssimas vezes nos enganamos nessas impressões, pois nos deixamos levar pela mente. A mente trabalha demais, numa velocidade alta e nos engana, porque os pensamentos muitas vezes são irreais, irracionais, já o concreto não deixa mentir. Quando a intuição- agora achei a palavra que eu queria! “Quando a intuição falha, na verdade o que aconteceu é que ela foi sobreposta pelos pensamentos, e virou uma impressão potencializada”.

E quando essa intuição falha, nossa mente nos fala: Tá vendo, te enganei! E de certa forma é um alívio quando nos enganamos porque prever as coisas é muito chato. A intuição só é boa, quando você tem sim aquela impressão ela se confirma e de alguma maneira pode ajudar uma pessoa de forma positiva. Quando essa impressão não atrapalha a visão de ver as partes bonitas do ser humano. E quando a nossa inocência nos cega é uma maneira muito legal de dizer que nossa intuição não é tudo, que não é invencível.

Então... Nossos sentimentos são um conjunto de acontecimentos dentro de nós e tudo trabalhando ao mesmo tempo. Com nossos pensamentos, impressões, realidade, fantasia, percepção e coração. É um apanhando de informações que em algumas pessoas não sabe se organizar, onde há um embaraço normal, porque somos seres falhos e imperfeitos.

Adriana Silva - Reflexão (10/05/2012)

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