10 de janeiro de 2012

A importância da motivação


Ideias para você alimentar sua capacidade de não desistir dos sonhos e dos projetos

O que faz você se motivar e não desistir de uma meta, mesmo diante das dificuldades?
Desistiu da dieta só porque ganhou alguns gramas a mais na semana ou abriu mão de procurar um emprego novo pois o mercado está difícil? Você precisa de mais motivação!

Motivação  é uma daquelas palavrinhas mágicas superimportantes quando decidimos ou precisamos tomar uma atitude diferente. Representa aquele “empurrãozinho” extra para ir em direção ao nosso objetivo. Motivação para se inscrever na academia, começar uma dieta, procurar um emprego mais legal, cortar o cabelo bem curto, fazer a viagem dos sonhos ou até mesmo para seguir em frente depois de algum tombo ou dificuldade da vida.
“A motivação pode ser definida como energia que nos leva a responder a um desafio, é a mola que induz o ser humano a alguma ação”, conta o psicólogo Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp.

Em todos os aspectos da nossa vida, ser uma pessoa motivada faz a diferença na conquista de metas, desde as mais simples até as maiores, que parecem tão inatingíveis. E exercitar nossa capacidade de nos automotivarmos permanentemente deveria ser um hábito tão comum em nós quanto dar ‘bom dia’ quando chegamos ao trabalho.

“Sem esse recurso, sempre que houver a necessidade de uma mudança de comportamento e a pessoa encontrar um obstáculo, ela volta ao antigo posicionamento de vida e desiste daquilo que queria”, explica Ana Raia, especialista em coaching, processo que desenvolve capacidades e habilidades para as pessoas alcançarem seus objetivos.
E com tantas adversidades que acontecem a todo momento, é muito fácil perder de vista nossa meta original, deixando-a soterrada debaixo de um sem-número de desculpas e afazeres. Vai, confessa: há quanto tempo você arruma mil e uma desculpas e adia um plano incrível pretextando falta de tempo, cansaço ou porque não se sente capaz de ir além?

“Perdemos a motivação porque esquecemos os motivos pelos quais estamos lutando por alguma coisa, somos influenciados por pensamentos pessimistas ou nos distraímos com outras prioridades”, diz Ana.
A monja budista, Cohen Sensei, explica que o imediatismo dos dias de hoje também interfere na forma como orientamos nossas energias para buscar o novo:
“Muitas pessoas querem resultados imediatos, temos ideias sobre a realidade e queremos que elas se encaixem em nosso cotidiano. Como nem sempre acontecem, desistimos. É preciso desenvolver paciência e persistência para ser motivado.”

E também não vale usar a rotina como desculpa: “Não é difícil mudar hoje, mais do algum outro dia tenha sido, mudanças estão ocorrendo o tempo todo, desde sempre. Impossível é não mudar”, diz a monja Coen.
Vale também exercitar a confiança, porque a automotivação se alimenta da nossa capacidade de desejar e de acreditar que é possível ir além. Afinal, não adianta alguém dizer todos os dias que somos capazes se nós mesmos não acreditarmos nisso!
“A crença em si deve ser um exercício diário. É fundamental internalizar que somos aptos e fazer planejamentos bem definidos do que queremos para não pensar em desistir”, ensina Ricardo.
Uma boa forma de se acostumar a confiar em si mesmo é fazer listas das nossas vitórias e conquistas. Lembrar de cada vez que conseguimos superar alguma dificuldade ou atingir alguma meta, por menor que fosse, reforça nossa certeza de que vamos conseguir realizar nossos sonhos também no futuro.

“Nosso DNA quer sobreviver, gosta da vida. O primeiro passo é começar a ver o quadro maior, sair do nosso ‘eu pequenininho’ e entrar no grande. Devemos partir de nós e ir em direção ao universo que nos cerca”, explica Monja Cohen.
Criar cenários é um exercício que todos os coachings recomendam. A motivação se fortalece com quadros claros e representações visuais daquilo que queremos alcançar. No processo de criar cenários, a gente vai adquirindo cada vez maior clareza do que está buscando, dos ganhos que teremos e do porquê desejamos determinada coisa.

Por exemplo: se você quer comprar uma casa, imagine exatamente como ela será, o tamanho, a cor da fachada, o bairro, número de quartos, os tipos de móveis, quem vai morar ali com você, detalhe as razões pelas quais essa nova casa é melhor que a atual… Quanto mais detalhes melhor.
Criar essas descrições detalhadas do que queremos realizar também nos ajuda a superar os medos que eventualmente vão aparecer no meio do caminho.

Funciona mais ou menos assim: quanto mais detalhada sua meta estiver, mais ancorada na realidade ela será.
Os detalhes conduzem naturalmente à descrição das ações necessárias para realizar seu sonho. Por exemplo, no detalhamento que você fez da casa dos seus sonhos, lá em cima, precisa constar que a prestação não pode comprometer mais do que 10% do seu salário. Descrevendo seu sonho com esse nível de detalhe você impede que ele seja envolvido por ideias fantasiosas, como “vou comprar uma mansão de muitos milhões”.

Assim, na hora que bater aquele medo de “não vou conseguir” fica fácil de alimentar a automotivação dizendo para si mesmo: “vou conseguir sim porque a casa dos meus sonhos só vai comprometer 10% do que eu ganho e eu acabei de receber um elogio do meu chefe o que quer dizer que ele está satisfeito com meu trabalho e, portanto, as chances de eu perder meu emprego agora são mínimas”.

Uma motivação invencivel a gente exercitando nossa capacidade de enxergar nossos sonhos e construindo, a cada dia, as ações que vão torná-los realidade.

Fonte: Delas

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