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15 de julho de 2018

Os termos que usam para definir nossos filhos não os define.



Algumas pessoas ao ver nossa filha Jaqueline -  e que obviamente não conheciam a história e sua essência falavam que ela ser "assim" era culpa dos pecados dos pais, ou macumba, encosto que eu deveria levar numa igreja que ela teria a cura. 
Em várias dessas abordagens dei respostas diferentes, e pra ser sincera no começo isso me afetava muito. Com o tempo, fui amadurecendo vários tipos de situações que não estão no meu controle. Mas apesar de tudo, de abordagens desnecessárias temos o dever de mesmo que em vão explicar a real situação dos nossos filhos.
Sempre tem uma palavra de consolo (como se precisasse) que diz: - Ah, tenho um vizinho assim! E eu em certa ocasião respondi: - Como assim? Feliz? 
Não fiz com intenção de alfinetar, foi tão espontâneo... Tão ingênuo... Por mais que algumas vezes ouvi ou ouço absurdos jamais conseguiria ser grossa. 

Vejo tudo isso com outros olhos que antes não via. Ficava anestesiada pela crueldade e preconceito. Ainda enfrentamos situações de descaso, mas somos muito maiores do que isso. Damos a volta por cima, fazemos o que é preciso e seguimos em frente pois ela ser feliz, estar bem é o nosso foco.
Acredito na Ciência pois sem ela não conseguiria tratar a minha filha da melhor forma, e acredito na força que ela tem, que é algo nato dela, contrariando toda a sua fragilidade aparente. Acredito que nada em nossa vida é em vão, e que nossa filha veio para transformar, mudar e lapidar a quem se permite. Temos fé e amor pra seguir em frente. Desde que tudo começou.

Nunca vimos nossa filha com dó, como coitada, com ar de que ela era inferior. Pra nós ela é um tesouro com cuidamos com muito amor, empenho, dedicação... Faço a minha parte, e embora saiba que posso tentar esclarecer, não conseguirei mudar o mundo, mas planto minha sementinha todo dia quando passo por diversas situações. Não fico maquinando se são preconceituosas, não aceitam, não gostam, etc. Isso é problema delas!
Os termos que usam para definir nossos filhos nunca será o que pensamos deles! É claro que existem exceções em que a não aceitação de alguns pais ou família em relação ao " diferente" é extremamente complicada, onde o preconceito começa dentro de casa. Isso é triste mas acontece infelizmente.

Quando falam que é castigo, encosto, que ela precisa de cura, falo de cara que ela não está doente. Infelizmente estamos em um mundo que aparência física é tudo, mas não para nós. Muitos problemas de auto estima acontecem porque se dá muita importância ao que falam e pensam, e que o sofrimento paralisa, e essas " verdades" das pessoas parecem valer mais do que as próprias em relação a si mesmo. Muitas pessoas inclusive tem problemas para se relacionar, ter amigos porque também já se decepcionaram demais, e ao mesmo tempo que não se sentem seguras com as outras, são inseguras consigo. Às vezes, passam a vida toda sofrendo achando que o " problema" é ou ela ou o mundo todo. 

"Ninguém tem o direito de vir e apontar algo na sua aparência. E se apontar, o problema é dessa pessoa e não seu. A maioria das pessoas se apegam a aparência física como um escudo pra felicidade e isso não é tudo. Felicidade é muito além disso... É estar bem... apesar de tudo e todos e pior do que uma possível rejeição dos outros, a pior é a consigo mesmo".

Adriana

“Há uma tragédia silenciosa em nossas casas”, viral que tem contagiado a internet

Circula na rede um texto extraordinário atribuído ao psiquiatra Luís Rajos Marcos. Vale a leitura e a meditação. Qualquer informação sobre a autoria, favor contactar-nos.


Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas.

As estatísticas:

– 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
– um aumento de 43% no TDAH foi observado;
– um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
– um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.

O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:

pais emocionalmente disponíveis;
limites claramente definidos;
responsabilidades;
nutrição equilibrada e sono adequado;
movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:

– pais digitalmente distraídos;
– pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
– um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por
obtê-lo;
– sono inadequado e nutrição desequilibrada;
– um estilo de vida sedentário;
– estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.

O que fazer?

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:


– Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
– Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
– Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
– Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
– Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
– Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
– Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade
(dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).

– Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
– Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente
contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
– Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
– Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
– Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.

– Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
– Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
– Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
– Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
– Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
– Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
– Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.
E compartilhe se você percebeu a importância desse texto!

Dr. Luís Rajos Marcos
Médico Psiquiatra


3 de julho de 2018

Alguns obstáculos bem maiores que a Deficiência...


Difícil não é ter um filho que dependa de nós por não andar e sim com uma série de obstáculos que nós mães e familiares enfrentamos que é o descaso, a burocracia, a injustiça, a indiferença e falta de amor e amparo. 
Quando somos pais desses filhos, somos também seus cuidadores. E geralmente se atentam apenas aos cuidados que devemos ter com eles, mas por trás dele há um pai, uma mãe que também precisam de cuidados. Precisam de amparo, de respeito e atitudes empáticas.

Na saúde, informações desencontradas... Atendimento "desumanizado", falta de interesse de facilitar a nossa vida e a dos nossos filhos. E ainda hoje, me pego " deslumbrada" se acontece atendimentos eficientes - e eles existem, mas infelizmente são raros. Quando algo me desagrada, eu recorro sempre no setor administrativo daquele local para fazer minhas reclamações, mas também elogio. Sei que pode acontecer com outras mães, e sempre penso nelas. 

Não acho que por minha filha ter Deficiência Física o mundo tem que parar para ela passar. Respeito todos, e não suporto injustiça. Já vi gente reclamar porque ela passou na frente por ter direito ao atendimento prioritário, ao mesmo tempo que pessoas em determinados locais que isso nem existe disseram:  - Passa na minha frente, é direito dela e meu dever. Detalhe a pessoa era a primeira da fila e trocou a senha comigo. Então, por todos lugares que passarmos teremos atitudes positivas e negativas.

O maior obstáculo com certeza é perceber que as coisas não mudam, que existem Leis e Direitos,  mas infelizmente tudo é dificultado para nós, e quando finalmente conseguimos algo, já passamos por inúmeras humilhações, esperas e descaso e o mundo deveria se adaptar aos nossos filhos, pois a começar por uma parte da humanidade, não há sensibilidade, consciência, respeito , educação e empatia alguma.  

Adriana

Critique sem medo os seus próprios medos!



"A deficiência não é obstáculo para o sucesso!"

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