3 de novembro de 2017

Receita para reduzir o sal e ajudar a prevenir a hipertensão

Aquilo que chamam de "doença" eu denomino de cura


Aquele corpo que não era o ideal para muitas pessoas, cheios de falhas, de atrasos de rótulos, de explicações e teorias para mim sempre foi perfeito.
Aquilo que chamam de doença eu denomino de  cura. E por mais que expliquem e tenham a razão que pertença a eles, ela sempre será puro encanto e amor.
Que Deus sempre cuide de sua preciosa vida filha! 

(Adriana Silva)

A vida precisa do vazio


A lagarta dorme num vazio chamado casulo até se transformar em borboleta.
A música precisa de um vazio chamado silêncio para ser ouvida. Um poema precisa do vazio da folha de papel em branco para ser escrito. É no vazio da jarra que se colocam flores.
E as pessoas, para serem belas e amadas, precisam ter um vazio dentro delas. A maioria acha o contrário; pensa que o bom é ser cheio. Essas são as pessoas que se acham cheias de verdades e sabedoria e falam sem parar. São umas chatas!
Bonitas são as pessoas que falam pouco e sabem escutar. A essas pessoas é fácil amar. Elas estão cheias de vazio.
E é no vazio da distância que vive a saudade.

(Rubem Alves)

Paralisia Cerebral não é uma doença, e sim uma condição

24 de outubro de 2017

Ver além do que se vê. Definir uma pessoa sem olhar para a aparência.


Sempre vou bater nessa mesma tecla várias vezes e quantas vezes for preciso. Não sou responsável pelo que as pessoas dizem e pensam. Mas  insisto não concordar com" rótulos". Algumas vezes por não valer a pena sequer argumento ou respondo. Mas fico incomodada comigo mesma. 

Até entendo que algumas pessoas tem um certo pensamento, e não sabem se expressar e acham absolutamente normal se referir de certa maneira. Entendo pessoas " antigas" que falam sempre da mesma maneira. Mas como não podemos controlar o que as pessoas pensam, fazem e acham, me limito a corrigir quando acho conveniente. Sempre com educação.

A verdade é que todos nós temos a mania de nos referir à pessoas baseado nas suas características. Quem nunca fez, atire a primeira pedra. Ao se referir à uma pessoa alguns termos: Aquele (a) gordinho (a); Aquela (a) magrinho (a). Outro dia uma pessoa se referiu à minha filha da seguinte forma à outra:  - Ela tem uma filha doente.

Imediatamente e sem pensar respondi: - Não, ela não é doente. O nome dela é Jaqueline! Ela é uma pessoa como eu, como a senhora, tem nome, sobrenome, identidade e cpf. Ela é feliz, mais do que muitas que andam, sem maldade no coração e muito grata. A pessoa ficou sem graça, e depois até em pensamento critiquei a mim mesma por ter dado tantos detalhes e satisfação. Bastava só dizer que o nome dela é Jaqueline.

Depois, pensando comigo mesma me veio à mente que geralmente as pessoas não enfatizam as qualidades das outras e se preocupam muito com a aparência. Basta não andar para ser "doente "; basta ter alguma alteração neurológica para ser " doido", e por aí vai a vasta gama de rótulos sem conhecimento. Sei que isso é hábito e como eu disse algumas pessoas nem percebem que erram. Não sou responsável por elas, não vou mudar o mundo e não vou ficar brigando com todos por isso. Perdi as contas de quantas vezes virei as costas porque não valia a pena. 

Definir uma pessoa não é pelo que se vê e sim pelo que sente. Uma pessoa é um conjunto de atitudes. Então, não é pelo fato da minha filha não andar que ela é doente. Não é porque uma pessoa na rua que vejo é toda tatuada que ela não tem caráter. Não é porque uma pessoa se veste bem que não pode ser um ladrão. Não é porque uma pessoa é negra que é bandido. Esses rótulos são tão errados... Aliás se tem uma coisa que abomino é teorias, conceitos pré estabelecidos que não mudam ou não se dão a chance de mudar.

Claro que vejo isso em pessoas próximas, que acham isso e aquilo do mundo à volta e eu não concordo. Mais uma vez vou lá explico mas sei que muitas não assimilam. Mas também não fico a paisana analisando cada palavra que cada pessoa vá me dar pra ter que contestar. Cada pessoa pode pensar da forma que quiser. Mas também me dou ao direito de falar o que penso, o que é realmente de fato, ou simplesmente virar as costas e dar o silêncio como resposta. 

Independente de qualquer coisa, a minha filha vive a vida dela, feliz, grata, sempre expressando os sentimentos às pessoas que ela gosta. Ela não  tem maldade do mundo, e eu a trato acima de tudo como uma pessoa. Não a olho e nunca a olhei com piedade, nunca a achei doente, pra mim é um exemplo de pessoa. Acima de qualquer coisa é minha filha, e trato com muito carinho, respeito, amor e limites. Isso é o que toda pessoa deveria dar e receber e nós damos e recebemos isso dela. Não acho que o mundo tem que parar pra que eu passe, não olho apenas para o meu umbigo. Tenho educação, gentileza, compaixão, empatia mesmo que não receba o mesmo de volta. Não me acho a melhor pessoa do mundo, mas cuido de uma que para mim é a melhor pessoa que poderia ter na vida. 

Permito-me mudar. Permito- me mudar de ideia. Acho que posso ser um décimo do que minha filha é. Isso já é alguma coisa. Posso ser melhor. E não a melhor. Não sou nada. Nada somos. Apenas aprendizes da vida se assim quisermos ser. Somos falhos, não melhores do que ninguém. 

Todos nós estamos sujeitos ao precário da vida. 

(Adriana Silva)


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