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18 de outubro de 2018

Há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor.



A sabedoria popular nos ensina que há sempre um aprendizado a ser recolhido depois da dor. É verdade. As alegrias costumam ser preparadas no silêncio das duras esperas. Não é justo que o ser humano passe pelas experiências de calvários sem que delas nasçam experiências de ressurreições. Por isso, depois do cativeiro, o aprendizado.

Ao ser resgatado, o sequestrado reencontra-se com seu mundo particular de modo diferente. A experiência da distância nos ajuda a mensurar o valor, e o sequestrado, depois de livre, mergulha nesta verdade. Antes da necessidade do pagamento do resgate, da vida livre, sem cativeiro, corria-se o risco da sensibilidade velada. A vida propicia a experiência do costume.

O ser humano acostuma-se com o que tem, com o que ama, e somente a ruptura com o que se tem e com o que se ama abre-lhe os olhos para o real valor de tudo o que estava ao seu redor. As prisões podem nos fazer descobrir o valor da liberdade. As restrições são prenhes de ensinamentos.

Basta saber parturiar, fazer vir á luz o que nelas está escondido. A ausência ainda é uma forma interessante de mensurar o que amamos e o que queremos bem. Passar pela experiência do cativeiro local da negação absoluta de tudo, o que para nós tem significado, conduz-nos ao cerne dos valores que nos constituem. O resgate, o pagamento que nos dá o direito de voltar ao que é nosso, condensa um significado interessante. Ele é devolução, é como se fôssemos afastados de nossa propriedade, e de longe alguém nos mostrasse a beleza do nosso lugar, dizendo: “Já foi seu; mas não é mais. Se quiser voltar, terá que comprar de novo!”. Compramos de novo o que sempre foi nosso. Estranho, mas esse é o significado do resgate.

(Autor: Padre Fábio de Melo)



Existe um juiz chamado tempo que coloca cada coisa em seu lugar



Todos nós somos livres quanto a nossas atitudes, mas não estamos livres das consequências. Um gesto, uma palavra ou uma atitude ruim causam sempre um impacto mais ou menos perceptível, e acredite se quiser, o tempo é um juiz muito sábio. Apesar de não emitir sentença imediatamente, sempre costuma dar a razão para quem realmente a tem.

O célebre psicólogo e pesquisador Howard Gardner, por exemplo, nos surpreendeu recentemente com um dos seus raciocínios. “Uma pessoa ruim nunca chegará a ser um bom profissional”. Para o “pai das inteligências múltiplas” alguém unicamente guiado pelo interesse próprio nunca alcança a excelência, e esta é uma realidade que também costuma se revelar no espelho do tempo.

Cada um colhe o que planta, e mesmo que muitos sejam livres quanto às suas atitudes, não são livres das suas consequências, porque cedo ou tarde este juiz chamado tempo dará a razão para aquele que a tem.

É importante considerar que aspectos tão comuns quanto um tom de voz depreciativo ou o uso excessivo de zombarias e ironias na linguagem costumam trazer sérias consequências para o mundo afetivo e pessoal das vítimas que as recebem. Não ser capaz de assumir a responsabilidade de tais atitudes corresponde à falta de maturidade que, cedo ou tarde, trará consequências.

Convidamos você a refletir sobre isso.

O tempo, esse juiz tão sábio

Vejamos um exemplo: imaginemos um pai educando seus filhos com severidade e falta de afeto. Sabemos que esse estilo de criação e educação trará consequências, contudo, o pior é que o pai com essas atitudes procura oferecer pessoas fortes e com um certo estilo de conduta para o mundo. No entanto, o que provavelmente conseguirá é uma coisa muito diferente do que pretendia: infelicidade, medo e baixa autoestima.

Com o tempo, essas crianças transformadas em adultos darão a sua sentença: se afastarão ou evitarão esse pai, o que talvez essa pessoa não consiga entender. O motivo disso é que muitas vezes quem machuca “não se sente responsável pelas suas atitudes”, carece de uma boa intimidade emocional e prefere usar a culpa (meus filhos são mal-agradecidos, meus filhos não gostam de mim).

Um jeito básico e fundamental de pensar é que todo gesto, por menor que seja, tem consequências. É fazer uso do que se conhece como “responsabilidade plena”. Ser responsável não significa apenas assumir a culpa das nossas ações, é entender que temos uma capacidade de resposta obrigatória para com os outros, que a maturidade humana começa nos tornando responsáveis por cada uma das palavras, gestos ou pensamentos que geramos para propiciar nosso próprio bem-estar e o dos outros.

A responsabilidade, um gesto de coragem

Entender que a solidão de agora é consequência de uma má atitude no passado é, sem dúvida, um bom passo para descobrir que todos estamos unidos por um fio muito fino onde um movimento negativo ou irruptivo traz como consequência um nó ou a ruptura desse fio. Desse vínculo.

Procure que os seus gestos falem mais que as suas palavras, que a sua responsabilidade seja o reflexo da sua alma; para isso, procure sempre ter bons pensamentos. Então, certamente o tempo o tratará como merece.

É preciso considerar que somos “proprietários” de boa parte das nossas circunstâncias de vida, e que um jeito de propiciar nosso próprio bem-estar e o daqueles que nos rodeiam é por meio da responsabilidade pessoal: um grande gesto de coragem que convidamos você a colocar em prática através destes princípios simples.

Dicas para ganhar consciência da própria responsabilidade

O primeiro passo para ganhar consciência da “responsabilidade plena” é abandonar nossas próprias ilhas de reconhecimento nas quais focamos grande parte do que acontece no exterior com base em nossas próprias necessidades. Por isso, esta série de princípios também são indicados para as crianças. Usando-os poderemos ensiná-las que suas atitudes tem consequências.

– O que você pensa, o que você expressa, o que você faz, o que você cala. Todo o nosso ser gera um tipo de linguagem e um impacto nos outros, a ponto de criar uma emoção positiva ou negativa. É preciso ser capaz de intuir e, principalmente, de empatizar com quem está à nossa volta.

– Antecipe as consequências das suas atitudes: seja seu próprio juiz. Com esta dica não estamos nos referindo a cair em um “autocontrole” que nos leve a ser nossos próprios carrascos antes de termos dito ou feito qualquer coisa. Trata-se apenas de tentar antecipar que impacto pode ter uma determinada atitude sobre os outros e, consequentemente, também sobre nós mesmos.

– Ser responsável implica compreender que não somos totalmente “livres”. A pessoa que não vê limite algum nas suas atitudes, nos seus desejos e nas suas necessidades pratica essa libertinagem que, cedo ou tarde, também trará consequências. A frase tão conhecida “a minha liberdade termina onde a sua começa” adquire aqui todo o sentido. Contudo, também é interessante procurar propiciar a liberdade e o crescimento alheio, para assim alimentar um círculo de enriquecimento mútuo.

Vale a pena colocar isto em prática.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa




7 de outubro de 2018

O Incondicional : Independente de qualquer coisa AMAR



O Incondicional : Independente de qualquer coisa AMAR.
É a empatia mais verdadeira que conheço. 
É doar sem nada querer em troca.
É querer ver o outro feliz.
É ficar triste se o outro não tiver bem.
É um olhar rebuscado à necessidade do outro em prol do seu bem estar.
É a reciprocidade natural, dando o melhor de si.
É também .compreender se o outro não tem nada a oferecer.
Somos grandes pássaros com asas enorme que em parceria em que se reveza ou caminha junto para cuidar do filhote.
O amor em sua essência verdadeira se mostra quando zelamos pela integridade do próximo que gostamos.
Então, o gesto incondicional é natural, é ser como guardiões da vida da família que tanto queremos conviver. 

Adriana

Falta de acolhimento e empatia aos pais.


A estrutura de qualquer filho depende da família. E deveria ser uma realidade acessível a todos um amparo, um acolhimento, um suporte psicológico mais efetivo e humanizado. Todos nós temos sentimentos e muitos esquecem isso.

Percebo que a atenção fica concentrada aos tratamentos que esse filho precisa, dos atendimentos, consultas, estimulações, exames, recomendações.

Mas... E os pais? E a família como fica?

Vejo que o questionamento que fazem pouco importa o esgotamento físico e emocional de seus cuidadores. Sempre bato nessa tecla, pois são muitas cobranças, deveres, obrigações e rotinas. Lido com isso desde que a minha filha nasceu, e pra ela e por ela sempre faremos tudo. Sei que é necessário, e que não há escapatória, mas tudo que acontece recaí sobre a mãe.

Mas, diante das minhas dificuldades - e sei que muitas mães sentem isso e passam por isso afirmo: Não me sinto acolhida ou vista com olhar de empatia , e pra ser sincera, de alguns lugares tenho sentimento de abandono. Sempre fui uma mãe presente, participativa, empática, mas de uns tempos pra cá cansei. Minha decepção é tão grande, que percebo que algumas pessoas ficaram automatizadas, e esperam o mesmo de nós. Olham como se não pudéssemos errar, e também não podemos reclamar pois isso gera um certo " olhar torto" e interpretação errônea de tudo. Seguimos sozinhas em nossas lutas, silenciando algumas coisas que deveríamos falar porque gera represálias, retaliação.

Nunca... Nunca mesmo fui de ficar reclamando... Sempre fui de ir lá e fazer. Mas com o tempo, sentimos o preço dessa pressão psicológica, pois além de ser mãe, cuidadora, tenho que lidar com situações inesperadas e inacreditáveis de pessoas que deveriam ter um mínimo de sensibilidade por saber que com o tempo o peso de nossos filhos se tornam o dobro, que a nossa cabeça fica a mil, e que consequentemente nós teremos algum tipo de atitude diferente por não querer mais conviver com algumas pessoas que deveriam ser uma mão para apoiar e não para empurrar.

Infelizmente vamos nos deparar com pessoas que não tem estrutura para atender nossas filhas. Isso até hoje acontece conosco, e eu diria que falta empatia nessas pessoas. Detesto quando algumas coisas ocorrem, quando só ouço reclamações e apontamento de defeitos. Mas, eu sei quem tenho nas mãos. Conheço minha filha só de olhar, e algumas coisas que me apontaram foram válidas, mas outras não. Respeito muito pontos de vista e exponho os meus. Vejo o que é melhor para ela. Também tive coragem de mesmo precisando virar as costas porque fomos ignoradas, e sequer olhei para traz diante de certas indiferenças. 

É inegável a falta de preparo para atender quem quer que seja, não somente ela, e hoje quando isso acontece percebo que o tempo é o senhor da razão e que temos que fazer valer nossos direitos, reclamar nos superiores, na Ouvidoria. Pode não resolver nada, mas a nossa parte fizemos. 

A estrutura de qualquer filho depende da família. E deveria ser uma realidade acessível a todos um amparo, um acolhimento, um suporte psicológico mais efetivo e humanizado. Todos nós temos sentimentos e muitos esquecem isso.


Adriana

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